quinta-feira, 26 de julho de 2012

trabalhando com ábaco na sala de aula.


Ao enfatizar a importância do cálculo metal, não estamos pondo de lado o processo usual de adicionar. Muito pelo contrário: é importante que as pessoas o dominem. No entanto, é preciso que as pessoas compreendam o processo.
Para facilitar esta compreensão, sugerimos a utilização do ábaco. Nas explicações que seguem, utilizaremos o ábaco simplificado, que mencionamos na lição número um.
Começaremos por um exemplo simples, adicionando 123 a 530:
» representamos 530 no ábaco.
» a seguir, acrescentamos 123 ao 530 representado no ábaco, ou seja, acrescentamos 3 unidades, 2 dezenas e 1 centena.
» agora, lemos o resultado obtido:
6 centenas, 5 dezenas e 3 unidades ou 600 + 50 + 3 = 653
É importante perceber a relação entre o que acontece no ábaco e o que fazemos com os símbolos do nossso sistema de numeração:
Vamos agora adicionar 167 a 265:
» representamos 265 no ábaco.

» acrescentamos 167 ao 265 representando no ábaco, ou seja, 7 unidades + 6 dezenas + 1 centena.

» juntamos um grupo de 10 unidades e trocamos por uma dezena.

» juntamos um grupo de 10 dezenas e trocamos por uma centena.

» em seguida, lemos o resultado obtido:

4 centenas, 3 dezenas e 2 unidades, ou 400 + 30 + 2 = 432.
Vamos estabelecer agora uma relação entre o que foi feito com o ábaco e os cáculos que fazemos utilizando a técnica do "vai um".
Acesso ao site: http://educar.sc.usp.br/matematica/m2p1t5.htm
Professor, que idéia genial...

Plano de Aula

Cabeçalho: Escola ......
Data: 02/03/2012
Professora Eliana Candido
Série  1º Ciclo 2ª fase

Tema: Adição com 2 algarismos

Objetivo:  Estimular a criança a realizar operações de adições com raciocínio lógico matemático.

Desenvolvimento; Com o ábaco orientar a criança na construção das unidades e dezenas que formam o número.



Atividade - aproximadamente 60 minutos

Professor, para a resolução das operações utilizando o ábaco, nesse primeiro momento realize operações de adição sem reagrupamento, ou seja, sem reserva nas dezenas. Para tanto, cada criança deverá ter dois ábacos para representar os dois números na soma, (ábaco A representa o número 35 e o ábaco B o número 24).

Exemplo da atividade com a operação 35 + 24
Fonte: Acervo da autora
Observe que no primeiro passo temos dois ábacos representado os números (azul dezena e verde unidade). No segundo passo os mesmos ábacos, porém as unidades foram agrupadas em um só ábaco ( ábaco verde unidade). No terceiro passo os mesmos ábacos, porém as dezenas e unidades estão agrupadas (azul dezena e verde unidade). Observe que se contar teremos 5 azuis representando a dezenas e 9 verdes representando a unidade, totalizando 59. Fácil.
Em seguida, proponho mais operações, tente fazer antes de ensinar os alunos. Só aplique em sala de aula quando tiver confiança de trabalhar com o ábaco.

a) 31 + 14

b) 10 + 01

c) 22 + 17

Avaliação: O professor deve avaliar o aluno durante o desenvolvimento das operações, observando e anotando as dificuldades dos alunos no manuseio e entendimento da operação com ábaco. O aluno com dificuldade de aprendizagem deverá trabalhar mais vezes com ábacos para que possa reconhecer as posições dos números que representam as parcelas da adição. Caso permaneça a dificuldade trabalhe com ele as unidades no ábaco e depois as dezenas, e somente depois as operações matemáticas.


Espero ter contribuído para sua aula.
Professora Eliana

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O que é diversidade cultural?


Para Anete Abramowicz (2006, p12) “diversidade pode significar variedade, diferença e multiplicidade. A diferença é qualidade do que é diferente; o que distingue uma coisa de outra, a falta de igualdade ou de semelhança”. Nesse sentido, podemos afirmar que onde há diversidade existe diferença.
Marisa Vorraber Costa (2008) afirma que a diferença não é uma marca do sujeito, mas sim uma marca que o constituem socialmente, e se estabeleceu como uma forma de exclusão, ser diferente na educação ainda significa ser excluído e/ou ser subrepresentado nas instâncias sociais. Reconhecer que somos diferentes para estabelecer a existência de uma diversidade cultural no Brasil, não é suficiente para combater os estereótipos e os estigmas que ainda marginalizam milhares de crianças em nossas escolas e milhares de adultos em nossa sociedade.

fonte:Juliana Keller Nogueira, Delton Aparecido Felipe, Teresa Kazuko Teruya (UEM) Educação escolar, formação de professores, diversidade cultura ST 1 - A questão racial no Brasil e as relações de gênero

Centro Oeste bem representado em sua cultura

O Centro-Oeste brasileiro tem sua cultura representada pelas cavalhadas e procissão do fogaréu, no estado de Goiás; e o cururu em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A culinária é de origem indígena e recebe forte influência da culinária mineira e paulista. Os pratos principais são: galinhada com pequi e guariroba, empadão goiano, pamonha, angu, cural, os peixes do Pantanal – como o pintado, pacu e dourado.


Cavalhadas em Pirenópolis (GO)

fonte: http://www.brasilescola.com/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm

DICIONÁRIO DO FALAR CUIABANO

arrumado= postiço (Ele tem dente arrumado)
argumento=questionário (veio cá uma moça com aqueles argumentos prá gente responde)
alcova= quarto
alterado=doente
aquartelar=prender
arribar= sair- Utilizado também em referencia a pessoas que, tendo ido embora, não voltaram mais. ( Vê lá se não arriba também, dona)
arcar= tombar, cair, envelhecer
agora=mas!
alumear=iluminar
ansi=assim
buçá-sacola cheia de milho que se amarra à boca do cavalo, para alimentá-lo.
bambolê= sandália de borracha, tipo havaiana
baldear= carregar
bico de ema= brincadeira infantil que consistia em armar um grande bico de pau e sair correndo atrás das crianças, "Arrumava aquele bico e saía como que ia bicar as crianças"
cangote=pescoço
caveira= denominação dada à cravelha da viola.
curtir= curar, sarar
comezaina= comeria, banquete
cambada=fieira de dez peixes
demais de quente= quentíssimo
debandar=sair
de um tudo= de tudo "Já fiz de um tudo, chia lá"
formalidade= educação
gente de baixo= gente de fora, classe de mais baixo valor aquisitivo.
intestino sujo= indisposição "estar de intestino sujo" significa estar indisposto-problema no intestino.
executa- educar "Nenhuma professora executa os alunos hoje"
urdir -esticar "Aí, urde os fios pra tecer"

fonte: Cadernos Cuiabanos -5
do falar cuiabano- Maria Francelina e Ibrahin Durmmond 1978



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O significado dos nomes dos Estados Brasileiro

Acre: Vem de áquiri, touca de penas usada pelos índios munducurus.
Alagoas: O nome é derivado dos numerosos lagos e rios que caracterizam o litoral alagoano.

Amazonas: Nome de mulheres guerreiras que teriam sido vistas pelo espanhol Orellana ao desbravar o rio. Para Lokotsch, vem de amasuru, que significa águias retumbantes.

Bahia: O nome foi dado pelos descobridores em função de sua grande enseada.

Ceará: Vem de siará, canto da jandaia, uma espécie de papagaio.

Espírito Santo: Denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo.

Goiás: Do tupi, gwa ya, nome dos índios guaiás, gente semelhante, igual.

Maranhão: Do tupi, mba’ra, mar, e nã, corrente, rio que semelha o mar, primeiro nome dado ao rio Amazonas.

Mato Grosso: O nome designa uma região com margens cobertas de espessas florestas, segundo antigos documentos.

Minas Gerais: O nome deve-se às muitas minas de ouro espalhadas por quase todo o estado.

Pará: Do tupi, pa’ra, que significa mar, designação do braço direito do Amazonas, engrossado pelas águas do Tocantins.

Paraíba: Do tupi, pa’ra, rio, e a’iba, ruim, impraticável.

Paraná: Do guarani pa’ra, mar, e nã, semelhante, rio grande, semelhante ao mar.

Pernambuco: Do tupi, para’nã, rio caudaloso, e pu’ka, gerúndio de pug., rebentar, estourar. Relativo ao furo ou entrada formado pela junção dos rios Beberibe e Capibaribe.

Piauí: Do tupi, pi’au, piau, nome genérico de vários peixes nordestinos. Piauí é o rio dos piaus.

Rio de Janeiro: O nome deve-se a um equívoco: Martim Afonso de Souza descobriu a enseada a 1º de janeiro de 1532 e a confundiu com um grande rio.

Rio Grande do Norte: Derivado do rio Potengi, em oposição a algum rio pequeno, próximo, ou ao estado do Sul.

Rio Grande do Sul: Primeiramente conhecido como Rio Grande de São Pedro. A Barra do Rio Grande de São Pedro, foi um ponto geográfico estratégico para a fixação do domínio lusitano no sul do país. Local ideal para que lá se instalasse um reduto militar com acesso marítimo ao interior pelo canal Rio Grande que liga a lagoa dos Patos ao oceano.

Rondônia: O nome do estado é uma homenagem ao marechal Rondon.

Santa Catarina: Nome dado por Francisco Dias Velho a uma igreja construída no local sob a invocação daquela santa.

São Paulo: Denominação da igreja construída ali, pelos jesuítas, em 1554 e inaugurada a 25 de janeiro, dia da conversão do santo.

Sergipe: Do tupi, si’ri ü pe, no rio dos siris, primitivo nome do rio junto à barra da capitania.

Tocantins: Nome de tribo indígena que habitou as margens do rio. É palavra tupi que significa bico de tucano.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Causos e Coisas Cuiabanas

Olá, pessoal! Trago aqui alguns depoimentos que foram publicados no livro “do falar cuiabano” 1978, um trabalho de pesquisa de Maria Francelina Ibraim Drummond. Este trabalho foi dividido em 5 livros caracterizando o falar cuiabano. Tenho um desses livros comigo e agora decidi que vou apresentar alguns contos dos personagens do local que fizeram parte da pesquisa. É muito rico em cultura, e quero dividir com vocês das escolas de todo Brasil. Quem sabe, a autora resolve publicá-lo novamente.



Causos e Coisas


“Várzea Grande era pasto de gado. Era rodeio de gado. Gado que vinha do Pantanal. Os boiadeiros aquartelava ali, prá atravessá o gado prá ir pro matador. Tinha o encosto do gado. Ai veio o pessoal do Paraguai que ficou ali pastoreando o gado. Na Ponte Nova, era a travessia do gado. Atravessava tudo nágua. A boiada descia nágua. O que morreu, morreu; o que atravessava, atravessava. Prá chegá no matador em Cuiabá, no Terceiro, onde acabou a cidade agora(*). Eu sube que ai tinha umas casas de capim. Era aquartelamento de gado. É. Vieram depois duma guerra que teve no Paraguai. Quando acabaram, lá”.
*-Referia-se à enchente de 1974 que destruiu o bairro


Referindo-se ao minhocão. Lenda cuiabana.
“ Diz que come gente. Já vi o lombo dele. Agora, não sabe a cara dele. Ninguém num sabe como é. diz que pega. diz, porque eu mesmo não vi. o que a gente não vê diretamente, não pode. ia subindo, aquela onda. era igual o batelão, virado assim. minhocão é bicho dágua. o vizinho falou que ouviu aquele barulhão”.


Reflexão
“Tinha que nasce e ficá pra toda vida. Este ainda num teve. Quem morreu, já foi, num voltá mais. Diz que tem espírito que chama. pode ser que volta, eu num vi. Eu teve pai, teve mãe. foi e num volto”.


O primeiro carro em Cuiabá
“Lembro, um dia, o primeiro carro da cidade. tava ali na Rua de Baixo. Chegou um pessoal olhando assim. falando assim um pra outro; “espia a rodinha dele. Passou, olha ali” admirou de ver o carro. Depois veio o carro, mais atrás, veio o oroplano. quando chegou o oroplano, veio gente rezando que o mundo ia acabá. Ninguém num conhecia o que era esse. Só sentava no Campo Velho. daí é que veio o avião de canoa, de sentá nágua. Não colocava os bonde, só colova os trilho. alcancei as formalidade dele”.



Os “modelitos” da época
“Fazia roupa em casa. Era o tempo que vestia camisola, aquele camisão. Assim que era a roupa nossa. O metro de riscado era oitocentos. mas oitocentos era muito dinheiro que nem cabeça de sapo. Ave Maria! Quem andava de terno branco, era grande, era turuna. Cheguei de vê metro de pano, de genovesa. É igual aquela cobra coral. Trabalho com comércio desde mil ano. Era a libra. Pesado com um varão. Botava o peso numa ponta e objeto noutra. Arroz era plantado num prato. “Plantei um prato, plantei dois pratos”. Uns já dizia assim:”plantei um salamim. Salamim é litro. Hoje nem num fala mais litro como outra hora. Hoje é quilo, uma quarta, meia quarta. O dinheiro era dinheiro preto. Cobre preto. Cinquinho: um vintém é quatro réis. Uma pataca é quatrocentos réis. Alcancei muito esta conta “.


O peixeiro
“Minha vida é peixe. Sempre foi compra e vende peixe”.


Matriz

“São Bom Jesus foi achado na Prainha. Puseram ela na igreja de São Gonçalo. Quando assustaram ele tava de novo no lugar onde acharam. Ai fizeram uma igrejinha ali e ficou. Até fazer a igreja Matriz de hoje”.


Rondon

“Quando chegamo na aldeia dos Tapaíuna, eles vieram flechar para matar nós. Ai Rondon, montado num cavalo, trançou língua com o comandante dos índios, e saiu tudo pro mato. Índio podia matar nós; mas índio ninguém num podia matar. Se fizesse qualquer coisa contra índio, Rondon mandava formar quadrado ai e tocava castigo. Algum que abusava com índio, ele castigava”.

Um ótimo passeio para seus alunos.



Na Universidade Federal de Mato Grosso -UFMT- tem um espaço que deve ser mais valorizado pela população de Cuiabá. O zoológico! Lá tem animais que podem ser visitados e apreciados pelas crianças, adolescentes e adultos. É bem arborizado e fica aberto para a população, e é grátis. Visitem este local tão importante e turistico de Cuiabá.

Museu da caixa d'água Velha - Cuiabá MT

Este é o museu da Caixa dàgua Velha. Outro ponto turistico que merece ser vistitado pela população e por todos que nos visitam.Era o Morro da Caixa d’água que recebia água retirada pela Hidráulica do Porto movida por máquina a vapor do Rio Cuiabá. Essa caixa abastecia a população cuiabana de água potável por gravidade. O reservatório tinha capacidade para armazenar um 1,2 milhão de litros de água, que abasteciam os mais de 20 mil habitantes de Cuiabá naquela época. Cuiabá vivenciava, dessa forma, a implantação de um sistema de abastecimento de água potável, com canos de ferro fundido embutidos no subsolo, mais precisamente na área central da cidade, marcando assim, a concepção do ambiente urbano do município de Cuiabá. Construída no século XIX, e entregue à população em novembro de 1882, durante 142 anos, a construção, que hoje é o museu, foi o único reservatório de água de Cuiabá. As caixas d’água submersas, formadas por duas galerias, recebiam água direto do Rio Cuiabá e por gravidade distribuía para as bicas espalhadas em diferentes pontos da cidade. Dessas bicas, levadas em charrete, no lombo de cavalos em baldes sobre a cabeça, os moradores abasteciam suas casas.




http://portalturismomt.blogspot.com/2009/08/museu-da-caixa-dagua-velha-historia.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alfabeto matogrossense








O alfabeto é composto com aminais do Pantanal Matogrossense.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Eu acredito e voce?

A maior violência é aquela em que as pessoas se auto falagelam. Não a auto flagelação mutilando seus corpos, açoitando seu membros diante de todos. Mas, a auto flagelação da miséria humana, da discrminnação, do preconceito. Assitindo aos noticiários da TV pude assistir atonita a flagelação dos dependentes de drogas na cracolândia em São Paulo. Fiquei assustada com as figuras humanas que se arrastavam de um lado para outro sem saber para onde ir. Pessoas que mais pareciam zumbis de filmes de terror. Rostos marcados pela miséria humana, corpos maltrapilhos perambulando de um lado para outro, almas desorientadas e marcadas pelo poder das drogas. De onde vinham e para onde iam essas pessoas? Quem eram? Há algum tempo assisti uma reportagem que tentava descobir se estas pessoas tinham familia, origem, endereço, enfim... Poucos tinham coragem de se expor diante das cameras da TV. Familia, amigos, vizinhos não tinham. Endereço não tinham. Identificação não tinham. Alguns nem sabiam mais seu nome, atendiam pelos apelidos que recebiam na rua. Hoje, ainda perpelexa com tanta miséria e degradação do ser humano, fico me perguntando como será o futuro das futuras gerações. Não haverá um futuro sem drogas? Sem preconceito? Acredito que ainda haverá um mundo em que os miseráveis deixarão de se auto flagelarem e serão novamento seres humanos com identificação, familia e até um "lar doce lar" para viver.
O HOMEM

Acreditar que a vida é bela
é achar se um babaca.
Acreditar que as flores representam o amor
é ser um idiota.
Chorar com a dor do outro
é ser um imbecil.
Sofrer por amor
é esvaziar sua vida.
Seguir o outro até o altar
é atraso de vida.
Viver em função do amado
é se arrastar para o passado.
Amar, amar e amar
como dizem os poetas
é ser utópico e masoquista.
Como entender os seres humanos
capazes de se sentirem o mais idiota, imbecil do mundo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O diálogo resolve

Quando iniciei na profissão de professora achava que precisava ser dura, autoritária e com olhar severo para convencer o aluno a me entender. No decorrer do tempo fui mudando a postura séria e autoritária por uma olhar mais real e mais próximo dos meus alunos. O que quero dizer é que sempre tive no olhar o poder de convencer e chamar a atenção dos alunos. Às vezes eles diziam que sabiam quando eu estava nervosa ou brava, somente como eu olhava para eles. Sempre conversei com meus alunos olhando bem nos olhos deles, e nunca demonstrei pena de nenhum deles. Procurava mostrar a eles que nada, nada no mundo pode mudar o que pensamos, mas podemos mudar nosso futuro fazendo, buscando os objetivos que almejamos. Não podemos ter pena, dó dos alunos por mais pobres, necessitados ou deficiência que tenha. Podemos sim, tratá-los igualmente, demonstrando que somos todos iguais. Lembro-me de uma situação que aconteceu comigo há uns dez anos atrás. Eu trabalhava na quarta série e sempre mantive minha turma harmoniosa e tranqüila, com os alunos mais irrequietos, procurava conversar ter um diálogo bem aberto com os pais e com a coordenadora da escola. Tentava saber qual o problema desse aluno, e na maioria das vezes eles acabavam confidenciando coisas que nem as mães sabiam: como abuso sexual, vergonha do pai consumidor de drogas/bêbados, vergonha de ser pobre.... Nestes casos eu procurava conversar com a mãe ou pais, ou avó, ou ainda responsáveis pelo aluno e indicava sem que a pessoa percebesse que foi o aluno que disse, o problema em questão.

Ás vezes também me apaixonava por um daqueles pequeninos que tinha muita energia para consumir, mas me cativava e assim as colegas da escola diziam que eu protegia alguns alunos que não era da minha turma. Sei que era amada por eles também, eram carinhosos, amorosos e me respeitavam.

Enfim, quero relatar uma situação que aconteceu comigo há dez anos. Eu tinha uma aluna linda, e se dava muito bem comigo. Conversávamos sobre família, escola, amigos etc. Um dia fui surpreendida na porta da minha sala de aula com a mãe extremamente exaltada, gritando que eu havia discriminando a menina por ser negra. Assustada as crianças pararam o que estavam fazendo e ficaram perplexas olhando para a porta e ao mesmo tempo esperando qual seria minha reação diante do fato. Como eu estava no fundo da sala corrigindo cadernos na carteira de um aluno, caminhei suavemente para a porta. Estava nervosa, lógico, mas confiante do que iria fazer e dizer porque olhava para o rosto da filha da senhora que estava exaltada, e a mesma parecia não acreditar no que a mãe estava fazendo. Cheguei próximo a senhora, e disse –lhe que eu jamais tive algum preconceito em relação a cor de alguém, pois minha avó paterna era negra, meu pai era moreno, eu havia casada com negro e minha filha é morena. Sendo assim, seu estaria negando minha própria família se discriminasse alguém pela sua cor. A mulher me olhou fixamente nos olhos e sem jeito pediu que chamasse a filha. Diante da menina ela repetiu a situação acusando desta vez a menina de dizer a ela que eu a havia discriminado. A menina em prantos, disse que só fez aquilo porque se sentiu abandonada pela professora, pois eu estava dando mais atenção a outros alunos. A mãe nervosa quis chamar a atenção da menina na minha frente. Neste momento convidei a mãe para conversarmos na sala dos professores. Lá expus várias conversas que tive com a filha dela, como a vergonha da cor, a falta de compreensão e diálogo da mãe, a falta de um gesto de carinho como um beijo, um abraço, boa noite filha. Parece pouco para um adulto, mas a criança e adolescente sentem se muito abandonados quando não há afetividade em casa. Pedi a mãe que juntássemos forças para ajudar a menina e que eu estava a disposição dela toda vez que necessitasse conversar comigo. Conversamos longamente daquele dia. Muitas vezes, é indispensável o professor parar para ouvir uma mãe, ou pai, ou mesmo um aluno, evita que a escola tenha diante de todos, um discurso queixoso e aprenda a ouvir e ser ouvido. Esta senhora, passou a freqüentar mais a escola, não faltava a reuniões de pais e sempre que me encontrava em lugares fora da escola fazia questão de me cumprimentar. A escola me ensinou a ser mais tolerante, e o diálogo é peça fundamental para se relacionar com pais e alunos.

domingo, 24 de julho de 2011

Saudades, lembranças nada mais

(Neuza, Zilda, Almira,Eliana, Edna e Elenice-foto)

Hoje vou comentar minha relação com as professoras com as quais trabalhei na Escola Estadual Othon Viegas de Pinho. Talvez, seja injusta e não escreva o nome de alguma pessoa que trabalhou comigo, mas por certo não menos importante para minha formação.
A Lieni era a irmã a Ana, duas pessoas maravilhosas, profissionais e responsáveis com seus alunos. Nessa época a Ana vendia jóias que me atraia muito, sendo assim comprava alguns anéis, brincos para presentar minhas irmãs e para mim. Esta era uma forma alternativa de
compensar o baixo salário que nós recebíamos. Na época, elas eram casadas e mães de filhos lindos. A Edna era minha melhor amiga na escola. Um pouco mais velha que eu, mas uma pessoa maravilhosa, bem educada e se preocupava muito comigo e com a minha irmã que trabalhava também na escola. A Neuza trabalhava na secretaria da escola mas, era nossa colega, nos ajudava muito conversando e dando conselho acerca da realidade na escola. A Almira era a diretora, paciente, chegando a ser indiferente à questões mais graves. Ela não desautorizava o professor, mas também não tinha muita autoridade diante dos pais dos alunos. A Elenice é a minha irmã, estava como eu, tentando conciliar nosso aprendizado no magistério e a realidade que enfrentávamos na escola. Ela é a pessoa que escutava minhas angústias e ansiedades com relação a minha sala de aula. A Zilda uma professora muito talentosa e com muito respeito diante dos alunos. Uma amiga que me ajudou muito na trajetória profissional. A coordenadora Etelvina era uma pessoa muito pacata e sem conhecimento de pedagogia. Parecia estar lá, aguardando apenas a aposentadoria. A escola tinha apenas 8 salas de aula, 1 secretaria com diretoria conjugada, 2 banheiros feminino e masculino, uma quadra de esporte descoberta, uma pequena varanda na frente das salas de aula. Tenho muitas saudades daquele tempo.


Infelizmente não tenho foto da escola.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EU NUNCA DESISTI DELES!



Em 1980, iniciei minha vida de educadora. Havia saído do magistério e passei no concurso público estadual para o cargo de professora I a IV série. Este foi o maior concurso público para os profissionais da educação já realizado no estado de Mato Grosso. Enfim, fui nomeada para lecionar na Escola Estadual Othon Viegas de Pinho, hoje não existe mais, no bairro Pico do Amor. Lá, encontrei o apoio e o incentivo de algumas professoras mais velhas e que acreditavam que a educação estava passando por um momento de transformação e melhoria. Foi neste ambiente que cheguei. Ana, Lieni, Edna, Almira, entre outras. Éramos as mais jovens com apenas 21 anos, sem nenhuma experiência de sala de aula, estava a fim de me entregar, de mostrar o que aprendi no curso de magistério. Fomos muito bem recebidas eu, e mais duas professoras com a mesma idade.

A reunião pedagógica foi realizada para definir as turmas que iríamos pegar.As professoras mais experientes e conhecedoras da realidade na escola escolheram alunos que não eram repetentes, e aboliam firmemente os alunos que eram repetentes de sua Tuma. Por serem mais antigas sentiam - se no direito de exigir alunos bons que aprendiam com facilidade e que tinham disciplina em sala de aula. Fiquei apenas observando a reação das professoras e suas justificativas para não aceitação daqueles alunos que elas mesmas estavam repetindo ano a após ano. E o que sobrou para nós, as novatas da escola, os alunos repetentes. Assim que fui chamada a diretora me indicou uma sala de alunos problemáticos com a disciplina e repetentes, e no entender na diretora eu era jovem e poderia transmitir aos alunos a companhia de uma irmã mais velha. Não sabia, nem imaginava o que estava por vir. No primeiro dia de aula quase morri do coração! Entrei na sala de aula e encontrei mais de quarenta alunos, alguns já nos seus 15 ou 16 anos, outros 12, 14 anos e os menores 10, 9 anos. Por um instante pensei em desistir, o medo de não saber controlar aqueles alunos era imenso. Junto havia um aluno especial, filho de uma funcionária da escola. Ah! Os filhos de funcionários que não respeitavam professores ficavam com as professoras iniciantes. Pois bem, ele estava lá. No magistério eu havia aprendido que a autoridade, e o respeito poderiam ser pontos fortes na sua didática. Resolvi conhecer meus alunos e entender porque reprovavam tanto. Os alunos estavam naquela sala porque reprovavam 2, 3, 4, 5 anos seguidos na primeira série e não avançavam para a série seguinte, mas desisti de questioná-los.

Fiquei desnorteada, sem saber por onde começar meu trabalho. Conversava com minhas irmãs, e colegas desabafando a minha insegurança e minha decepção, porque os alunos faziam muita bagunça não me respeitavam por mais que eu gritasse na sala. Durante o primeiro bimestre estava exausta, cansada e deprimida. Aquele aluno especial ficava gritando no final sala enquanto eu copiava as tarefas no quadro negro, e os outros alunos riam, gritavam também, andavam pela sala, copiavam uns dos outros. Indignada com a situação procurei a diretora e coloquei o problema. Ela nada podia fazer, e dizia que eram alunos matriculados e já estavam na escola há muitos anos. Qualquer coisa que eu fizesse estava bom. Decidida em ajudar de qualquer maneira aqueles alunos, resolvi mudar minha estratégia de sala de aula. Eles gostavam de brincar, de gritar, de pular, de correr, de extravasar toda sua energia acumulada, esse era o ponto. Mudei minha postura autoritária junto a eles, e realizava durante a semana três aulas fora da sala de aula no quadra da escola descoberta e em meio a um sol quente. Não era maldade, mas era o único espaço livre que tínhamos na época. Lá sentada com meus alunos num enorme circulo, sob a pouca sombra que batia na quadra vinda das paredes das salas de aula, fazia brincadeiras de batata quente, lenço atrás, corre cutia e stop, etc. Cada brincadeira era modificada de acordo com o conteúdo estudado na sala. Por exemplo: a batata quente era soletrara por cada alunos BA- ta- ta- quen- te....... e assim sucessivamente até que a brincadeira acabava. Corre cutia era dita diferente se estávamos trabalhando ciências dizíamos: corre vertebrado de noite de dia ou corre invertebrado de noite e de dia..... e assim reinventava as brincadeiras. Na matemática a brincadeira era com lenço atrás onde contávamos um, dois, três .......... até terminar a brincadeira. Na sala de aula cobrava dos alunos a disciplina e caso não cumprissem não teríamos a brincadeira na quadra. Isso, desenvolveu nas crianças um elo de responsabilidade e de respeito comigo. Claro, na sala de aula os elogios e presentinhos como um pirulito, duas balinhas, para os alunos que liam e estavam superando as dificuldades. Passei a cobrar mais dos alunos queria vê-los lendo superando suas dificuldades e entendendo que não eram piores que os outros, eram tão bons quanto. Faltava ainda, integrá-los aos outros, fazer com que não se sentissem inferiorizados. Conversei com as outras professoras e juntas pedimos ajuda no comércio local, na Maçonaria e fizemos uma linda festa do dia da criança com brincadeiras, danças, e muita guloseima além dos presentinhos para as crianças. Isso possibilitou aos meus alunos o prazer de estar na escola. Minha sala não havia desistência, coisas corriqueira em anos anteriores. No final do ano eu tinha recuperado mais de 80% dos alunos repetentes, e fiz uma festinha com bolos, sucos e presentinhos para estes alunos que me ensinaram que na educação só não há jeito para as pessoas que se acomodam e desistem de lutar.

Professora Eliana Candido.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Criando e recriando

Gostaria de apresentar à voces ideias de temas para as férias.


Estamos cheganda próximo as férias do I semestree um bom tema é


"O que fazer em casa enquanto as aulas não chega!"-


A criança fica em casa ociosa e a TV, Video Game e Computador são as companhias nas férias da criança. Vamos sugerir algumas atividades para as crianças fazerem em casa enquanto aguarda o retorno às aulas.


- Preparar um piquenique com os melhores amigos da colégio. Assim,poderão colocar a conversa em dia.


- Realizar uma competição de peteca, dominó, xadrez, jogo da velha e stop. Convidar alguns coleguinhas e parentes para brincar. Será uma tarde maravilhosa.


- Convidar algumas colegas (ala feminina) para um desfile em sua casa. Prepare tudo, local, cadeiras, música e convidados para aplausos.


- Pedir a um adulto ajuda no preparo de um belo brigadeiro e alguns lanches para uma tarde de poesia. Leve livros de poesias para que todos leiam e possam conversar sobre a leitura.


Enfim, prepare os seus alunos para as férias. Ter prazer de voltar as aulas faz com que as crianças tenham mais rendimento nos estudos.






sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vida

Avida é como sol
tem dia que brilha intensamente
e tem dia que está nublado
mas é vivendo que contornamos
os obstáculos do caminho.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Passo a passo de um plano de aula

1) Selecione o conteúdo que está no seu planejamento9 O que vai ensinar?)
2) Faça a relação dos objetivos que voce deseja alcançar no final de cada conteúdo ministrado.
(por que ensinar?)
3)Faça um cronograma de trabalho. Quantas aulas são necessárias. (Quando ensinar?)
4) Coloque num papel a parte as mais variadas formas de ministrar este conteúdo. Leitura e interpretação, exercicios propostos, questionário de verificação, atividade extra classe, pesquisa via internet, etc)( como ensinar?)
5) Relacionar as formas de avaliar um aluno ou o grupo de alunos. (relatórios, caderno de campo, provas escritas, seminários, debates, GV/GO, simulados em classe, etc) (como avaliar?)
6) Pense que nem todos os alunos estarão acessiveis a aprendizagem do conteúdo, portanto elabore atividades extras para atender as dificuldades dos alunos. Dê atenção a todos por igual.
Sucesso garantido. Planejamento, compromisso e responsábilidade devem ser o seu lema!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

FAÇO ARRANJOS FLORAIS













Orquidea- recebo encomendas por e-mail elkandido@yahoo.com.br







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